“… o sertão vai virar mar”

3 de outubro de 2011

Depois de papos com os fotógrafos Hugo Macedo ( meu mestre), Raimundo Neto, Simone Sodré sobre a relação música e fotografia estou preparando esse ensaio fotográfico”… o sertão vai virar mar”, inspirado na velha expressão de Antonio Conselheiro e música “sobradinho” de Sá e Guarabyra.

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mediações entre meu olhar e a praia

30 de setembro de 2011

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Safari Fotográfico no RN

30 de agosto de 2011

 

 

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A hora marcada para sairmos da cidade foi 8 horas da manhã. Primeiro destino: Sítio Novo, a 99 km de Natal. Fui matutando, pelos devidos atrasos, vamos chegar lá já com o sol muito quente e alto, não muito recomendado para fotografar. Sempre que converso com fotógrafos de paisagens, eles tem como meta trabalhar nos horários do começo da manhã, no máximo até oito horas e no final do dia, entre quatro horas da tarde até o pôr do sol, quando a luz é mais suave.

Porém nosso mestre da viagem, o fotógrafo Ricardo Junqueira, argumentou que a luz do sertão é exatamente essa, branca, que banha tudo por inteiro, como diz o matuto, até dói à vista. E porque não fotografar com ela.

Mergulhei no argumento e entrei na experiência. Já havia observado as fotografias do escritor Juan Rulfo ( mexicano) só agora editadas no Brasil. Fotografias essas bastante duras, de luzes e sombras com o sol a pino. Como também as fotografias do cearense Tiago Santana, com um sertão de luz também dura. Não pensei mais nada, enfrentei o sol e comecei a trabalhar.

Chegamos a Sítio Novo, exatamente no Castelo. Há muito custo fiz seu Zé dos Montes abrir a porta de sua casa para que eu o fotografasse lá dentro. Após alguns argumentos ele foi todo solícito e chegou até a pousar, andou ao redor da casa, chegou nas janelas, deitou na cama e foi até o Castelo para que eu finalizasse as fotografias. Tudo acompanhado naquela conversa mole, duvidosa, negociada, da minha parte e da dele profética. Confesso que o escutei muito pouco.

A minha intenção era fazer um registro de imagens tendo ele como foco principal, tentando assim juntar obra e criador. Ele é uma figura esquisita e produziu além do castelo alguns trabalhos gráficos registrados em velhos cadernos. Para ele são narrativas construídas com símbolos, os quais ele argumenta como de entendimento apenas dele e de mais ninguém. Ressalta que apenas um símbolo escrito em uma página do caderno pode significar e conter mil histórias. Isso faz que ele  acredite ser um construtor de milhões de histórias. Isso é argumento para analistas, psiquiatras, etc. Acredito que na minha área os cadernos têm um valor plástico, gráfico.

Com o sol já esquentando a alma, partimos para o nosso próximo destino: almoçar em São Tomé. Durante o almoço me lembrei de um grande amigo, artista plástico da cidade, Erasmo Andrade ( professor da UFRN). Conversei com o nosso outro mestre/guia, Klebe Tinoco, que tão logo descobriu onde morava o artista. Após o almoço passamos na casa do artista, uma espécie de museu de suas próprias obras dialogando com retratos de família e de amigos, um complexo moriniano, onde vida e obra são completamente imbricadas.

A partir de São Tomé, entramos no clima off-road, por uma estrada de barro, com bastante pedras e intransitável por algum carro comum. Seguimos rumo a Cerro-Corá, exatamente ao “ convento das freiras”. Foi aproximadamente uns 40 km de estrada, quando chegamos no nosso destino já tínhamos engolido bastante poeira ( mais era para isso também que estávamos ali). O convento não é exatamente um convento, é simplesmente um espaço de uma geografia exuberante, repleto de pedras gigantes e espelhos de águas em tons de azul entre as pedras, além de pinturas rupestres.Terminamos o dia com registro fantásticos, um lugar especial para treinar a técnica de hdr.

No outro dia nosso destino foi uma visita a um dos sítios arqueológicos mais organizados no estado, na cidade de Carnaúba dos Dantas, o Xique-xique I. Uma subida toda planejada e fácil, com bancos para descanso e impressionantes paisagens. A areia no início é toda salpicada de brilho prata, algum mineral misturado a areia. Encontrei uma imburana, linda e lembrei de Oswaldo Lamartine quando um dia escreveu que gostaria de ter nascido uma imburana. De lá avistávamos o Monte do Galo, porém não estava no nosso roteiro, seria uma aproxima vez. Nosso guia nessa paragem era uma figura (Carlos),que rasgava um inglês amuado, adquirido na escuta da rádio BBC de Londres.

Depois seguimos viagem e fomos almoçar na fazenda do casal Marcos e Verônica Mota. Um lugar vasto, limpo, organizado e muito agradável, uma casa linda e acolhedora como a dona. Uma comidinha sertaneja feita na hora e de sobremesa um bom queijo de manteiga com doce de leite, pra ninguém botar defeito. Nosso safári já estava terminando com grande estilo e um bom astral entre pessoas ( parte) que tinham terminado de ser conhecer.

Eu já estava ansiosa para constatar a experiência fotográfica do sol a pino, confesso hoje que acertei e foi para mim um aprendizado. Algumas regras estão ai para serem descumpridas com coragem e determinação. Meu sertão através dessas fotografias nasceu mais ensolarado, duro, com luz branca, limpa e cortada como golpe de faca. Pode ser que muitos não gostem, porém ele é o meu sertão a partir de agora.

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Diogo Nogueira

31 de julho de 2011

 

Show no Teatro Riachuelo de Natal.

Os olhos verdes ( água) de Diogo Nogueira é qualquer coisa de belo. O show desse jovem sambista é contagiante. Dizem que ele lembra a mãe, Angela Nogueira.

Fez o show usando um paletó branco, camisa branca, e muitas jóias, tanto quanto um “bicheiro”. No pescoço um cordão grosso de ouro com um são jorge encravado de brilhantes e esmeraldas, nos dedos pedras e ouro, nos braços tatuagens e pulseiras, tudo nele brilha e faísca, até o fone de retorno de som no ouvido tem pedras e brilho, mesmo assim seu olhar de menino sobrevive a esse excesso. Seu gingado é um charme. Fiz essas fotos espremida entre as fãs enlouquecidas.

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Paisagens em Angicos

13 de junho de 2011

 

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Todas as fotos usei o recurso do HDR. Fotografei o pôr-do-sol e o amanhecer do dia.

Gosto da dramaticidade da luz dura da nossa região, do nosso Estado.

Fotografei na fazenda de Maria Emília Wanderley, pertinho de Angicos, com o Pico do Cabugi para admirar.


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